Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

quinta-feira, abril 09, 2009

Psalmo Apócripho nº 7 - (Litania profana)





(Chantre)


Às tuas portas
aquietarei minh'alma...


(Côro)

Como se fosses um altar, Olinda!

Silente, adentrarei
pelos teus átrios...

Como se fosses um altar, Olinda!







Com a paz dos monges
dentro dos mosteiros...
Como se fosses um altar, Olinda!
Meditarei ouvindo
o tempo inteiro...
Como se fosses um altar, Olinda!




a secular canção
das tuas ruas
Como se fosses um altar, Olinda!




Hei de pisar
por essas pedras nuas
Como se fosses um altar, Olinda!

dessas ladeiras
becos e vielas
Como se fosses um altar, Olinda!




salmodiando os feitos
de outras eras
Como se fosses um altar, Olinda!



Com reverência e emoção infinda

Como se andasse em um altar:
Olinda!


As fotos d'Olinda copiei de Bob Omena:
A 3ª foto é do Pedro Valadares:
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O post foi publicado inicialmente pelo compadre Carlinhos, no blogue Sítio d'Olinda, e pertenceu a uma gorada procissão poética que faríamos pelas ruas d'Olinda, em 1995, que se chamaria Psalmos Apócriphos. Tratavam-se de 7 poemas (psalmos), ilustrados por 7 artistas, em 7 bandeiras de procissão, acompanhadas pelo toque compassado de uma alfaia, com paradas para declamação nos 7 nichos do centro histórico.
O projeto ainda não se realizou!




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