
Há uma quietude de desertos, no níger.
Venera o silêncio e a solidão.
O níger é sempre arcaico
e guarda genealógicos mistérios ...
Apolíneo e sobranceiro,
o níger tem passos elegantes.
E gestos de um poseur.
O persa tem seu próprio código de abluções rituais.
Hierático, purifica sempre seu púbis,
E, quando medita, costuma cofiar os bigodes.
O telepata, nativamente egípcio,
vive em tempo tríbio.
Repousa geometricamente num sofá.
Ou espreguiça-se
contra um céu atapetado de estrêlas.
Conhece perspectiva, eco e signos.
Mas anda preocupado com os desígnios.
Não é Mau,
mas as crendices o fazem ser.
Todos habitam a mesma casa astral,
são voláteis,
e, a um só tempo, líricos e telúricos.
**************************************