Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

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domingo, março 03, 2013

sábado, julho 11, 2009

Pausa para ouvir uma locomotiva (tendo ao fundo Debussy)

Desanimados? Entediados? Deprimidos?

Pois, escutem, amigos, as palavras desse homem, que se definiu como uma locomotiva de pintar. Que pintou com febre, entre delírios, com chuva e com sol. Pintou até com uma tempestade de areia nos olhos. Atentem para a sua pureza d'alma e sua ingênua, mas sábia, compreensão da realidade. Seria um naïf, em nossos dias? Mas, o que ele não faria se tivesse a tecnologia que nós temos!

Atenção: cliquem Esc para inibir o áudio da página. Há uma linda rapsódia de Debussy, como fundo musical do vídeo.

P.S.: esqueci de dizer que o texto desse vídeo é baseado em fragmentos do livro Cartas a Theo, que revela a amizade, profunda e fraterna, entre os irmãos Vincent e Theodore Van Goh.

domingo, junho 17, 2007

A Pedra do Reino é pernambucana...

Pedra do Reino - São José do Belmonte - PE




Atendendo ao clamor do povo de São José do Belmonte, fecho a semana da Pedra com essa singela explicação:
A ficção se passa em Taperoá - PB, no ano de 1938, mas o autor jamais diz que a Pedra fica lá. Lendo a página 14, da mais recente edição do romance, vai se achar o seguinte:
"sou, nada mais, nada menos, do que descendente (...) de dom João Ferreira-Quaderna (...) homem sertanejo, que, há um século, foi Rei da Pedra do Reino, no Sertão do Pajeú, na fronteira da Paraíba com Pernambuco."
Essa fala entre aspas aqui é do Quaderna, descendente fictício do Rei da Pedra Bonita, fanático religioso sebastianista, que liderou sacrifícios de crianças e virgens, entre 1835 e 1838, em Belmonte, Pernambuco.
Portanto, não há erro na adaptação global. Quaderna é habitante da Taperoá de 1938, e o Rei, seu antepassado, do Belmonte de cem anos antes, ou seja, 1838.
Eurico
17.06.07
Veja a grita nos sites de Belmonte:

sexta-feira, junho 15, 2007

RESENHA LIVRE






Para entender o romance
e a microsserie
d'A Pedra do Reino
leia Rachel de Queiroz:











(...) “Pode ser que a idéia de Suassuna, ao começar a escrever, fosse apenas fazer um romance divertido, usando a sua sábia dosagem de elementos literários, propriamente ditos, e elementos populares, baseado sobretudo no folclore local e nos versos dos cantadores, tendo como tema central os sucessos trágicos da Pedra Bonita. E aí, quem sabe, o santo se apoderou do seu pulso e lhe ditou essa estranhíssima epopéia calcada nos sonhos, nas loucuras, nas aventuras e desventuras e nas alucinações genealógicas do Cronista-Fidalgo, Rapsodo-Acadêmico e Poeta-Escrivão D. Pedro Dinis Ferreira Quaderna.” (...)


Rachel de Queiroz
Rio, junho de 1971
(Extraído do prefácio à 6ª Edição d’A Pedra do Reino, p. 15)

quinta-feira, junho 14, 2007

O ROMANCE d'A PEDRA DO REINO






Começou a mini-série global
sobre o Romance
d'A Pedra do Reino.





Exulta o meu coração nordestinado!

Em uma profusão delírica de imagens,
vai se construindo o universo tumultuoso
das visões de Quaderna, anti-herói sertanejo,
que serve de agulha para a tessitura
da trama desse tapete mágico,
de onde surgem, fulgurantes e belas,
as altaneiras figuras armoriais
do mítico Sertão de Ariano Suassuna.

Nos dois alucinantes capítulos de abertura,
já enveredamos pela crônica-epopéia, na qual
vamos girando, como em um calidoscópio,
ao sabor das memórias atribuladas do
personagem-narrador, que escreve seu romance
no cárcere, como um dia também esteve Cervantes,
ao criar o seu Cavaleiro da Triste Figura.

Quixote, Macunaíma, Policarpo Quaresma:
de todos traz um pouco Quaderna, esse
Rei picaresco e dionisíaco, cujo Reino esperado,
o Quinto Império, transborda, lusófono,
das páginas desse estonteante romance armorial.
***************************************************
Ave, Ariano Villar Suassuna!
Ave, nação nordestina!

Eurico (madrugada de 14.06.07)
P.S.: ouço no rádio, já pela manhã, os comunicadores populares
dizendo que a obra é chata e incompreensível.
Na certa não leram o livro. E quem não leu vai ter dificuldade
de alcançar a obra de arte que a TV Globo produziu.

Video d'A Pedra do Reino