Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

quinta-feira, junho 14, 2007

O ROMANCE d'A PEDRA DO REINO






Começou a mini-série global
sobre o Romance
d'A Pedra do Reino.





Exulta o meu coração nordestinado!

Em uma profusão delírica de imagens,
vai se construindo o universo tumultuoso
das visões de Quaderna, anti-herói sertanejo,
que serve de agulha para a tessitura
da trama desse tapete mágico,
de onde surgem, fulgurantes e belas,
as altaneiras figuras armoriais
do mítico Sertão de Ariano Suassuna.

Nos dois alucinantes capítulos de abertura,
já enveredamos pela crônica-epopéia, na qual
vamos girando, como em um calidoscópio,
ao sabor das memórias atribuladas do
personagem-narrador, que escreve seu romance
no cárcere, como um dia também esteve Cervantes,
ao criar o seu Cavaleiro da Triste Figura.

Quixote, Macunaíma, Policarpo Quaresma:
de todos traz um pouco Quaderna, esse
Rei picaresco e dionisíaco, cujo Reino esperado,
o Quinto Império, transborda, lusófono,
das páginas desse estonteante romance armorial.
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Ave, Ariano Villar Suassuna!
Ave, nação nordestina!

Eurico (madrugada de 14.06.07)
P.S.: ouço no rádio, já pela manhã, os comunicadores populares
dizendo que a obra é chata e incompreensível.
Na certa não leram o livro. E quem não leu vai ter dificuldade
de alcançar a obra de arte que a TV Globo produziu.
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