Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

sábado, janeiro 22, 2011

ZIMBÓRIO























No céu há sinais pingentes,
há mortes e nascimentos.
E as datas são referentes
desses céus em movimento.
Nada além disso.
É ilusório
o que julgam os nossos olhos;
Tempo é apenas o reflexo
do lucilar do zimbório.

E, aos seres do transitório
volutear desses astros
sugiro serenidade,
paciência e amor fati;
Ver na fragilidade o mote
para cuidar do desgaste
de tudo o que é indefeso:
entes, coisas pequeninas, gentes...
Perseverar em ser, serenamente,
pacificar a alma,
que o tempo, essa sensação,
é simples abstração.

Já existes?
Te aquieta.
Ser é sempre eternidade...
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