Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

sábado, setembro 18, 2010

Improviso à Clarineta (Jazz-band lírica Op. 1)





sié
çarua
sié
çarua
fossimin-
nha

eumã
dava
eumã
davamo-
dularrr
co'notinhas
co'notinhasdissonantes
parumeuparumeuamormalhar

sié
çalua
sié
çalua
fossiminha
eumãdava
eumãdava
eh
lah
brilharrr
comluzinhasmiluzinhasdissonantes
pareleh
pareleh
fantespassar

serpentinasciciantes
silhuetasdecetim
rodopiammilinfantes
piruetasdeguri

obrincanterodopia
quatrocantosdeolinda
braçossoltosmãomolenga
passotortopernafina
cabriolaabailarina
melodiafescenina
clarinetasbombardinas
vaievémnamultidão


rammramm
rammramm
ramram

rammram!
taaa-taritari-tatá!




Eurico,
em dias de brincantes...rsrsrs

Fonte da imagem:
http://coretojs.blogspot.com/2009_11_01_archive.html

4 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Adorei, amigo Eurico!
Adorei!
Um verdadeiro show!!!
Grata por isso...
Grande abraço...

Eurico disse...

Bondade tua, Zéliamiga.

Desculpas pela perlatice!


Abraço fraterno.

Assis Freitas disse...

que improviso, mil e um aplausos


abraço

Rejane Martins disse...

:)re,re... luzinhas dissonantes são essas tuas pérolas, Eurico.
e sem elas, sem essas pedrinhas brilhantes, quem vai ousar ladrilhar, quem vai ousar alumiar?