Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

segunda-feira, janeiro 28, 2013

DOS CORTEJOS (notas para uma analítica da folia 3)

STANDART
E. B. Brito


Os lumes no firmamento 
Os numes d’alma, bem dentro 
E as luzes pisca-piscando, nessas noites olindenses... 

O sonido das buzinas, 
Das maracás, castanholas. 
Mil badalos dos lanceiros, 
Nessa fuzarca louçã! 

 Aonde vai toda essa gente? 
O que os leva nesse afã? 

Dentre eles eu me vejo, 
Um dos muitos de um cortejo 
De flaneurs e bon vivants

A que vem toda essa gente? 

Vem celebrar o sentido 
Que a vida tem nesses dias. 
Que a vida é essa alegria! 
Essa efêmera alegria, 
livre,  profana, pagã.

E o bom da vida é viver
É o lema dos standarts
Das flâmulas, dos flabelos,
Que avisam por toda a parte: 

Tristeza, passe amanhã!



Fonte da imagem do Standart:



Fonte desta img: www.luizberto.com
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