Uma Epígrafe



"...Quanto à poesia, parece condenada a dizer apenas aqueles resíduos de paisagem, de memória e de sonho que a indústria cultural ainda não conseguiu manipular para vender."...[Alfredo Bosi, in O Ser e o Tempo da Poesia, p. 133]

segunda-feira, novembro 30, 2009

MARYAM (a des/ilusão)




























Beatus venter qui ti portavit
et ubera quae suxisti...(Lc XI,27)


Ave, Senhora!
Mãe cósmica e arquetípica!
Bendito ventre de luz,
oceano aminiótico em eterna madre,
Salve, tua miraculosa conceição!

Ave,
Rosa mística,
Cheia de bem-aventurança,
Rogai por nós, nessa senda,
e retirai essa venda
que nos impede a visão.

Ave, Amada Senhora,
a nossa alma te implora,
que o véu da ilusão nos caia,
e que o ego livre de maya,
possa voar da prisão...
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