
As mais belas mentiras habitam aqui.
Nessa selva armada de concreto e cal.
Nessa selva armada de concreto e cal.
Jogos de artifício.
Luzes de ilusão.
Magos mercadores,
Presti/digitação.
Verdes ruas doiradas,
feérica vermelhidão!
Nevascas fabricadas
com papel crepom,
Estrelas cintilantes
de processador,
e o excessivo choque
de imagem e de som.
As mais belas mentiras habitam aqui,
Nessa selva armada de concreto e cal.
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6 comentários:
O Natal dele não vai ser muito feliz.
Como diz o próprio poeta: "o poeta é um fingidor"
...é como se fosse uma teoria literária baseada na poética da "Arte poética" do filósofo Ari,
Ari? Isso, nosso Ari, aquele do Pari, que fica descobrindo as coisas no oráculo e que gira, gira, nasceu em Estagira... Eita, mas isso é coisa de mitologia, magia que manga da gente noite e dia? É bem isso, o poeta é isso, é mito, e magia, é noite e é dia e... ops, deixa pra lá.
Ei, amigo Eu-lírico, quase híbrido de verdade, quase verde de: essa coisa do poeta pessoal, putz, desculpe a forma, como dizem (ouvi numa aprensentação de uma peça de teatro sobre a linguagem de alguns personagens) chucra, mas é que foi preciso, pois eu, amigo, prescindo de ler poetas assim, eu preciso, é a bonita, como diz Gonzaginha: é a bonita, é a bonita...
Ótimo natal num átimo de felicidade.
Abraços.
oi eurico,
venho de te desejar boas festas e um 2009 cheio de bençãos em sua vida. Beijos.
retificando: não prescindo amigo, não prescindo, desculpe a falta do advébio de negação.
Abraços.
Começar e encerrar com "As mais belas mentiras habitam aqui,
Nessa selva armada de concreto e cal", arrepia até o coração. Forte demais esse seu olhar - enxergando a realidade dura e crua - para além da maquiagem e da fantasia estabelecidas.
Forte!
Eurico,
porrada na boca do estômago
é o que sentimos
quando lemos/ouvimos/vemos
a realidade nua e cria
da selva armada de concreto e cal
com suas lindas mentiras...
Abraços.
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