
O inefável
traz colares e pulseiras
e salta
e salta
desde um mundo elemental.
O inefável
O inefável
traz a pele tatuada
e torna
e torna
público algum mistério essencial.
O inefável
O inefável
cinge a fronte com segredos
e sob os pés
ostenta o círc'lo armorial
O inefável
e sob os pés
ostenta o círc'lo armorial
O inefável
não conhece os altos muros.
Desloca as coisas, abre portas, faz futuro.
O inefável
Desloca as coisas, abre portas, faz futuro.
O inefável
é essa anímica presença
que se respira
e ateia o fogo original.
e ateia o fogo original.
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“...O mito talvez seja o constructo psicológico e cultural mais importante de nosso tempo. (...) Em uma cultura comprometida com o mundo da matéria, o acesso ao mundo invisível – que o mito torna possível junto com seus dois principais instrumentos, metáfora e símbolo – nunca foi tão crucial, para permitir algum equilíbrio do espírito.” James Hollis
A propósito, já que a prosa tenta invadir o Eu-lírico, gerando a indesejável interpretação do autor sobre o poema, leiam algo que anda me fazendo a cabeça:
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