
imagem Google
a realidade e as águas..
lanço-me a elas tal como as encontro
quem se atira a um rio
não lhe indaga o seu ser
lancei-me ao rio e existo
isso está patente
mas, de onde me vem o espanto?
lanço-me a elas tal como as encontro
quem se atira a um rio
não lhe indaga o seu ser
lancei-me ao rio e existo
isso está patente
mas, de onde me vem o espanto?
Do evidente
:
a realidade e o rio...
surpreendo-me dentro dela
e resisto em braçadas natatórias.
:
a realidade e o rio...
surpreendo-me dentro dela
e resisto em braçadas natatórias.
13 comentários:
Existe e resiste, porque às vezes é muito aprazível também nos deixarmos levar pelo sabor da correnteza, dos ventos... Talvez o espanto seja do que passa a ser evidente, porque nem sempre está óbvio, nem sempre temos olhos para enxergar. A vida é semre uma grata surpresa, assim como as paisagens que se transmutam ao longo da margem do rio, Vizinho. Belo poema ainda mais com essa analogia entre homem, natureza; homem e sentires e sentidos tão vastos, quant a nossa vastidão.
Abraço!
Existe e resiste, porque às vezes é muito aprazível também nos deixarmos levar pelo sabor da correnteza, dos ventos... Talvez o espanto seja do que passa a ser evidente, porque nem sempre está óbvio, nem sempre temos olhos para enxergar. A vida é semre uma grata surpresa, assim como as paisagens que se transmutam ao longo da margem do rio, Vizinho. Belo poema ainda mais com essa analogia entre homem, natureza; homem e sentires e sentidos tão vastos, quant a nossa vastidão.
Abraço!
Vizinha,
vc vai me fazer alterar o poema...rsrs Fica a co-autoria.
Pois que não apenas existo, mas, como diz a vizinha... resisto.
Abraço fraterno.
"Hoje sou só saudades do Tejo
desaguando no Capibaribe."
...
Mergulhei no seu rio, e saí banhada da nota que o blogueiro plantou na margem lateral.
Missão nobre.
Praça Pública onde gosto de pass[e]ar.
Um beijo.
Katiuscia, amiga,
não é tanto missão, mas submissão às circunstâncias...rsrsrs pois o tempo do jornal, com suplemento literário, era um outro tempo. O grande jornal está com os dias contados. Veja o exemplo do JB, que está migrando pra internet. Sinal dos tempos.
Persigo, mas sei que não alcanço, o exemplo do Ortega.
E agradeço tua presença, sempre generosa e inteligente, nessa pracinha da nossa província.
Abraço fraterno.
Olá Eurico, seu eu lírico me encanta. Gosto das imagens do rio, de suas margens opressoras e de sua aparente calma, escondendo sua reação à esta opressão. Gosto do rio que sai de nossas mentes e lava as almas com palavras lindas. Lindo poema, linda analogia...
Beijo.
Antiquíssima é a analogia do rio... não é, Claudinha... mas sempre se renova, como tudo em volta...rsrsrs Nademos...
Abraço fraterno.
Os rios me encantam, exatamente pela bela analogia que fizeste...
às vezes melhor deixar-se levar pelas correntezas, todavia, resistindo, nadando sempre, insistindo.
Tudo isto porque a vida vale a pena sempre, não é mesmo?
Beijos
Olá Eurico,
Retribuo a gentil visita e me encanto com seu Eu-Lírico. Obrigada por me dar a conhecer sua 'deliciosa praça pública'
Um grande abraço de seis voltas e meia!
Talvez seja nesse se lançar - no rio da vida - no mar de emoção - na imensidão do azul da mente - que nos faz ser...e renascer...e reviver ....e viver...
abraço
Paula,
nada mais exato! Viver é lançar-se ao rio que flui, numa "exatidão aquática", como diria o nosso Carlos Pena Filho, em um de seus poemas.
Abraçamigo.
Eurico, mergulhei no teu lirismo e meu eu se desmembrou entre versos... parab´ns, teus momentos trazem Poesia, trazem Leitura e conVersam muito.
Obrigada pela visita lá no Vidráguas e cruzando versos, encontros, ideias e Poesia, seguimos... Juntos seremos mais e melhores.
Um abraço
Carmen Silvia Presotto
Carmen,
é bom ir conhecendo pessoas com vc. Poetas como vc. Repito o que já te disse em email: a web é uma benção, uma dádiva, uma sei lá o quê...
digo isso pq jamais nos conheceríamos, nem trocaríamos idéias, poemas, afagos intelectuais.
Isso é algo surpreendente e pós-moderno: a amizade virtual.
Cultivemo-la!
Abraço fraterno e cordial!
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