"Não é a vida mais do que o alimento,
e o corpo, mais do que as vestes?
Observai as aves do céu..." Mt 6: 25,26
O vôo é imprescindível.
Se as caixas estão empilhadas
E os lotes numerados.
Deus! O que é isso?
Essas asas, não as tenho em vão.
Embora inumeráveis, os veículos e a chuva, ácida.
Esquemáticos, os projetos.
Os túneis, sem luz.
Aonde vamos?
Posso pairar sobre o azul das cordilheiras.
Enquanto o conceito aprisiona as coisas.
Flagelam-se as gentes.
Captam-se teleológicos cicios.
Mãe, o que é a vida?
7 comentários:
Vim aqui pelo link no blog da Mai, e gostei muito do poema. Vou vir mais vezes. Abraços
Fica a pergunta..! Belíssimo! Abraço, amigo!
Interrogações que muitas vezes ficamos sem respostas. E no dia-a-dia, diante muito mais das dores, do que das alegrias, vamos tentando fazer a vida ter sentido, e amenizar as pedras do caminho.
Achei fantástico.
abraços
verdade verdadeiramente dita
ops
escrita
- obrigada amigo internauta
nem sei como tens paciência de ficar lendo meus textos.!!
Abraço fraterno [2]
Belíssima inquietações, Eurico!
Unir o que sentes aos versos anseios de Paulo César Pinheiro.
Acredite é uma viagem...
(Trecho das inquietações de F.Pessoa)
"Viver não é necessário;o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida;nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo."
Abrs.
Maybe, perdoa-me por ter retirado o poema do Paulo César Pinheiro. É que estou me preparando para outra postagem. E esse ritual de ouvir a música, quase sempre antecede um novo poema. Por isso voltei ao Beethoven.
Abraço fraterno.
Angustiantemente belo. A pergunta final é de assustar. A pergunta mais distante para o ser mais próximo.
Um abraço.
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