
Busco-
me, frágil e
p
ê
n
s
i
l
infrutescência,
a casca mascarada,
o broto ácido,
p
i
n
g
e
n
t
e
e FLÁCIDO;
IN/tensa realidade macerada,
ranço e nódoa,
que se me
e
s
c
o
r
r
e
peloscantosdalma.
Onde estou frondoso?
Em que sítio de mim sou Eu e eterno...?
Maturi-pêndula
in/ventos sazonais,
Oscilo ao Tempo,
invento cajuais.
Des/fruto
aquém,
a
Q
U
E
D
A
além,
o NADA...
ou a sempiterna seiva nacarada?
Eurico
poema datado de 05/02/97
a imagem é a capa do Eu-lírico nº 11/1997
desenho de Eugenio Paxelly
10 comentários:
Que imagem linda esta de vc frondoso. Ou de mim frondosa. Me fez viajar pelas outras metáforas com olhos de árvore! rs...
Pois é... estamos de volta! E que bom que a lua está em suas fases mas o mel persite! Fico feliz, viu?
Beijocas
Não consegui responder no teu blog. Respondo aqui: grato, sei que torces por teus amigos e gostas de ser família. Estou sentindo uns ciuminhos dos filhos, melhor, de uma filha, mas creio que tudo vai se ajeitar. rsrsrs
Abraçamigo.
Que bonito, Eurico! Pensei que já me tivesse esquecido. Meu amigo, fiz um post que era só para mulheres, mas que com umas adições é também para homens. É sobre James Franco, os 100 anos de Guimarães Rosa e os 5o de Grande Sertâo: Veredas.
ESpero-o:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo da convalescente Rê
Não sei...
lendo seu poema e olhando a linda imagem que o acompanha, sinto-me buscando a minha essência: ora sou Eu na natureza, ora é a natureza que é em mim. Sei lá, uma viagem aqui no seu cajual.
Beijos
Bravo! Teu zine vai ter linque no de lírios! http://delirioselirismo.blogspot.com
Eurico, amigo empático, que poema demais, soberbo! Por que o deixou guardado? Quanto a mim, vou indo.
Você não vem prestigiar-me no meu Blog, no meu novo post comemorativo dos meus 38 quilos? Espero por vc e convalescente não tem muita paciência...
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata
Renata, teu nome é muito profundo. Creio que todos renascemos.
Deixa eu te explicar. Antes deste blog, eu publicava um zine-colagem, cuja capa do nº 11 está aí neste post. Nessa edição publiquei, à época, o meu Caju, que era alimento dos índio do litoral pernambucano, que contavam o tempo pelas safras dos cajuais. A idéia de tempo cíclico, morte e renascimento está aí no meu caju pendular. rsrsrs
Saúde e paz, amiga Renata.
Bárbaros poema e imagem desenhada, não apenas as das palavras, mas o pêndulo, íngreme... Sabe qual imagem resgatei? A capa do livro do João Cabral: Norte e vida severin; a minha edição antigona, tua imagem é similar... E as íngremes ladeiras que ladeam a Sé de Olinda. Sei lá....!
;)
Onde tem "Norte", leia-se: "Morte".
Um horror meu teclado. Perdão!
Idem: em 'ladeam', leia-se 'ladeiam'.
Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
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