
“Brotará como raiz da terra sedenta;
não há n’Ele bom parecer, nem formosura;
desprezado e o último dos homens;
varão de dores, experimentado em quebrantos”.
(Isaías, 53:2-3)
E se em vez de um fraco ser, senil e esclerótico,
no limiar entre lunático e neurótico,
fosse o próprio Cristo a ressurgir nos trópicos?
Seria apenas isso que se diz: um beato sertanejo, um místico ?
ou um Dom Quixote do sertão, um épico?
Um infeliz Quasímodo matuto, cômico e simiesco?
Ou um Judas redivivo, em purgatório, escorraçado e dantesco?
Mas quando o contemplava, estendido nessa foto euclydeana,
Lembrou-me um santo, macerado e só:
não há n’Ele bom parecer, nem formosura;
desprezado e o último dos homens;
varão de dores, experimentado em quebrantos”.
(Isaías, 53:2-3)
E se em vez de um fraco ser, senil e esclerótico,
no limiar entre lunático e neurótico,
fosse o próprio Cristo a ressurgir nos trópicos?
Seria apenas isso que se diz: um beato sertanejo, um místico ?
ou um Dom Quixote do sertão, um épico?
Um infeliz Quasímodo matuto, cômico e simiesco?
Ou um Judas redivivo, em purgatório, escorraçado e dantesco?
Mas quando o contemplava, estendido nessa foto euclydeana,
Lembrou-me um santo, macerado e só:
Meu Cristo gótico,
Que o Estado homicida trouxe a óbito,
mas que ressurgirá dentro do mito.
Está escrito.
De Dom Sebastião já oiço o grito...
***
(a foto que inspirou o poema é de Euclydes da Cunha;
o cadáver é de Antonio Conselheiro)
Eurico
2008
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