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APTERIX - ave imaginária - E. B. Brito |
E eu, aqui, in/significante,
fresta do acaso, entre voláteis vazadouros,
agarro-me ao nexo do estar.
Se é alado o céu e a ventania vai aonde quer,
por que pousar?
Tudo o que é vida passa, tudo é lábil
e a flor bela é frágil
fresta do acaso, entre voláteis vazadouros,
agarro-me ao nexo do estar.
Se é alado o céu e a ventania vai aonde quer,
por que pousar?
Tudo o que é vida passa, tudo é lábil
e a flor bela é frágil
... e breve...
Viver é instante e espanto,
imprevisível notação numa ária dodecafônica.
Viver é instante e espanto,
imprevisível notação numa ária dodecafônica.
Chuva fugaz, lugar nenhum.
Todas as instâncias se acotovelam em janelas irreais:
Há lócus de mim, não eu.
Não sou,
mas evidências instáveis resistem sem mim.
Não sou,
mas evidências instáveis resistem sem mim.
Creio no solo sob os pés.
Ando movediço...
Ave tardia não voa.
Áptera.
E só.
Eurico
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