Uma poética não pode ser adâmica, ou seja, jamais se instala num hipotético marco zero da epopéia humana. Todo fazer humano, essa aventura em poíesis, nasce em certa altitude histórica e está irremediavelmente embebida em seu caldo de culturas (no sentido popular que se dá a esse termo: usos, costumes, crenças, vigências consuetudinárias). Uma poética, mesmo miscigenada, não se pode alienar de si mesma, de sua terra, de sua gente, de sua língua. A poética que urde a canção que hoje lhes apresento é profundamente terrunha, telúrica. Canta o seu rincão com voz universal. Uma poética assim não é apenas brasileiríssima e gaúcha. É visceralmente humana:
Milongueando uns troços, de Mauro Moraes/voz: Bebeto Alves
4 comentários:
Bom dia Eurico,
Só tenho a dizer que fizeste a postagem que eu já gostaria de ter feito. Agradeço-te imensamente a dedicatória e entendo que homenageada aqui é a Humanidade. Deixo minha deferência ao maior poeta vivo do estado do Rio Grande do Sul - Mauro Moraes.
Olá Eurico! Estou encantada, obrigada por me apresentar a estas cordas do sul!
Um beijo!
Olá Eurico! Estou encantada, obrigada por me apresentar a estas cordas do sul!
Um beijo!
Eurico!
Encantada com a música e pasma, ou sonhando que você é do sul????
Este fica para todo o Brasil.
Maravilhoso.
Beijos
Mirze
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