
Falar de Gaza com os olhos úmidos de incertezas.
Quem tem razão?
Falar de Gaza é olhar bem fundo nossas vilezas.
Por que razão?
Falar de Gaza é ter à mesa o apocalipse em vez de pão.
Não há razão.
Irracional é todo ódio que mata o irmão.
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19 comentários:
Iria dedicar esse post ao Elcio Tuiribepi, mas, por se tratar de tema tão sombrio, desisti em tempo. O Elcio merece um post em um melhor momento...
Mas esse poemeto nasceu de uma frase do amigo Elcio, a quem abraço fraternalmente.
...""Quando um homem está envolvido em si mesmo, ele se torna um pacote muito pequeno."
John Ruskin
assim eu vejo os 'donos'
de Israel.
bjus, poeta!
Infelizmente, são os donos do planeta.
Olá, Amigo.
Perfeitas palavras. Benditas palavras de um tema tão maldito!
Como consegues tamanha beleza em meio ao caos de uma guerra?
Que razão ousaria explicar essa insanidade e vilania?
Ah! amigo querido, os olhos ainda chorarão.
As palavras me emocionaram.
Eurico
Essa guerra que não compreendo. Compreendo menos ainda tamanha violência, atrocidade.
Gostei de saber do encontro. Vou tentar me organizar para ir.
abraços
Pois é Eurico, eu mesmo também gostaria de falar de Gaza, mas não tenho palavras, só vergonha da nossa humanidade. Só mesmo a boa poesia consegue expressar coisas assim!
- segurando o choro por que ??
Caim redivivo é perfeito. Não podia haver outro título para este tocante poema. Afinal, árabes e judeus se dizem descendentes dos mesmos ancestrais.
Um abraço forte.
QUERIDO EURICO, ESTOU TOTALMENTE DE ACORDO COM O TEU TEXTO... E NÃO SE FAZ A MENOR IDEIA QUANDO VAI PARAR... UM BOM DOMINGO PARA TI AMIGO... UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA
Eurico,
ontem deixei comentário aqui e nem sei como explicar esse 'buraco negro' da net, que engole tudo.
Não há razão. Porque é uma desrazão, uma insanidade, sem igual.
Amigo, frases precisas e certeiras, sem que tenhas dado qualquer tiro.
Abraços.
Eurico,
essa guerra fratricida e milenar, que colocou em oposição dois povos que habitaram, cada um, por mais de mil anos a mesma terra, também é alimentada por interesses outros que envolvem poder e controle, além de interesses econômicos vários. Envolve religião, fanatismo e, principalmente, muito ódio, alimentado por mais de dois mil anos de conflitos costantes.
Eu não creio que a ONU e os demais líderes mundiais estejam realmente empenhados em conquistar a paz no planeta. Ou entre Israelitas e Palestinos.
De qualquer forma, seu poema é lindo! Ainda que com tema tão sombrio...
Grande abraço.
Concordo em gênero, número, grau e o que mais houver com essas palavras!
Afinal, porque semear o ódio?
Espero pelo dia em que enfim, o raciocínio superar o animalismo brutal do mais ardiloso animal que habita no homem.
Abraço pra vc, desejo-te um feliz 2009!
O pior é que nunca acaba...
oh!! Meu Deus!
não era essa a impressão que eu queria causar!
mas já que se emocionou tanto!
pegue ele pra você também
e fique a vontade.
apenas procure não deixar que o vejam nesse estado vulnerável. Não é bom.
- > obrigada pelo carinho
beijos fraternos.!!
Não vejo irracionalidade alguma, é tudo muito bem pensado e planejadinho, né não? Vôte!
Um bjo, queridão!
Shirley,
Ás vezes o "bem pensado" é contrário à boa razão. Planejar genocídio, em nome de que bom senso, né mesmo?
Abraço fraterno.
Meu amigo...
Estou com uma inveja enorme de você... Até agora estou sem acreditar que perdi o ensaio...
Legal saber que foi bom (ou melhor, ótimo)...
Quando chegar em Recife te ligo!
Beijossss
Prezado Eurico,
você com suas pertinentes preocupações e sensibilidades para os vários problemas que a humanidade apresenta, você é o começo da melhoria, o fôlego para que ela permaneça viva, a continuidade dos pacifistas que já se foram. Você e os demais que aqui se juntam e assinam em baixo o seu clamor. São "colibris esperançosos que jogam água na mata incendiada, certos de ao menos cumprirem o próprio papel". E eu assino em baixo com canções baldes-d'água nestes incêndios.
EVALDO DANTAS
Prezado Eurico,
você com suas pertinentes preocupações e sensibilidades para os vários problemas que a humanidade apresenta, você é o começo da melhoria, o fôlego para que ela permaneça viva, a continuidade dos pacifistas que já se foram. Você e os demais que aqui se juntam e assinam em baixo o seu clamor. São "colibris esperançosos que jogam água na mata incendiada, certos de ao menos cumprirem o próprio papel". E eu assino em baixo com canções baldes-d'água nestes incêndios.
EVALDO DANTAS
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