CANTEIRO DE OBRAS:

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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

DECLARAÇÃO DE AMOR (às flores... diria eu)




















Minha flor minha flor minha flor.
Minha prímula meu pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro.
Minha peônia.
Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão.
Minha gérbera.
Minha clívia.
Meu cimbídio.
Flor flor flor.
Floramarílis. floranêmona. florazálea. clematite minha.
Catléia delfínio estrelítzia.
Minha hortensegerânea.
Ah, meu nenúfar. rododendro e crisântemo e junquilho meus. meu ciclâmen. macieira-minha-do-japão.
Calceolária minha.
Daliabegônia minha. forsitiaíris tuliparrosa minhas.
Violeta... amor-mais-que-perfeito.
Minha urze. meu cravo-pessoal-de-defunto.
Minha corola sem cor e nome no chão de minha morte.




Carlos Drummond de Andrade

6 comentários:

  1. Ah, que poema, meu querido Eurico, num começo de semana!
    Assim, sim, vale a pena!
    Maravilha!
    Abraço, amigo!

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  2. eis a lição do mestre, há que se render toda a flora,


    abraço

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  3. Eurico como as flores estão em nosso caminho, falo por mim que sou de Sarandi, uma flor indígina... e como as flores estão em nosso partir e o poeta sabe e diz o quanto o solo de chegar e de partir nos toca.

    Um beijo amigo e boa semana.

    Carmen.

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  4. Acho que o mestre Drummond estava pensando em mim quando fez essa declaração.(rssss)

    Grande abraço e o desejo de que tenhas uma semana cheia de contentamento.

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  5. Uma semana muito linda para vc meu querido amigo!
    Bjs.

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  6. Tantas flores que senti o aroma perfumando o ambiente.

    beijo

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Grato pelo comentário. Receba o meu abraço fraterno e volte sempre!